sábado, 10 de abril de 2010

Campeonato Paranaense 2º Fase - 4º Rodada









 Atlético bateu o Operário no sufoco
O Operário quase repetiu a façanha da 1.ª fase, quando conseguiu calar a Arena da Baixada ao vencer o Atlético por 2 x 1. Nesta quarta-feira, depois de estar ganhando por 1 x 0 e 2 x 1, o Fantasma cedeu a virada e o Rubro-negro assumiu temporariamente a liderança do octogonal, com 13 pontos. Apesar dos 3 pontos, pela primeira vez o técnico Leandro Niehues, desde que assumiu o lugar do veterano Antônio Lopes, mudou o discurso. Em vez de exaltar o esquema tático ou os jogadores, como fez nas ocasiões anteriores, o treinador culpou o apito pelas dificuldades que o Atlético encontrou diante do Operário.  Niehues elencou o que ele chamou de “prejuízos trazidos pela arbitragem”. Queixou-se do antijogo do Operário, que não foi punido e tirou a velocidade de seu time; atacou o fato de o zagueiro João Renato não ter sido expulso ao atingir Bruno Mineiro na região já lesionada, e, por fim, admitiu que seu time entrou em campo muito tenso, querendo resolver tudo na afobação. De fato, o Atlético começou o jogo a 220 volts e o Operário soube se aproveitar deste erro. Aos 6min, Davi Ceará cruzou e Rhodolfo, atabalhoado, pôs a mão na bola. Pênalti, que Baiano cobrou e fez 1 x 0 para o Fantasma.  O gol enervou o Atlético e até Paulo Baier parecia descompassado. O time errava passes de curta distância e facilitava a marcação do Operário. Tudo caminhava para um 1.º tempo com vitória do time pontagrossense, quando aos 49min João Renato foi disputar um lance ombro a ombro com Rhodolfo e um pênalti foi marcado. Alan Bahia cobrou e empatou. Mas o 2.º tempo reservava mais emoções. Mal começou a etapa final e o Fantasma já tramava um contragolpe que resultou em gol de Clênio aos 4min. Depois do 2 x 1, o Operário teve ainda duas chances para matar o jogo, uma com Baiano e outra com Clênio, mas desperdiçou a oportunidade no toque final. Valendo-se da máxima "quem não faz, leva", aos 14min o Atlético teve um novo pênalti a seu favor, após o lateral Gílson defender com as mãos um chute que já havia vencido o goleiro Osmar. Alan Bahia cobrou com paradinha e empatou o jogo, enquanto o Fantasma ficava com um jogador a menos. No 10 contra 11, o time de Ponta Grossa viu ruir seu plano para sair da Baixada pelo menos com um empate. O time ficou encurralado e aos 20min Patrick sacramentou o placar de 3 x 2, contando uma falha do goleiro Osmar, que foi atrasado na bola.  O resultado pôs o Atlético na condição de “secar” o Coritiba nesta quinta-feira, quando o rival recebe o Iraty. Se o Coxa perder, a vantagem do octogonal troca de mãos para o Atletiba do dia 18, mas coloca o Azulão no páreo. Para o Rubro-negro, o resultado ideal seria um empate. Já o Operário, com 2 pontos, no final de semana volta à capital para enfrentar o Coritiba e ainda tentar uma colocação que possa lhe garantir calendário no 2.º semestre.

Em Curitiba, na Arena da Baixada.
Atlético Paranaense 3: Neto; Manoel (Bruno Furlan, 9min do 2.º), Rhodolfo e Chico; Raul (Netinho, no intervalo), Valencia, Alan Bahia, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Bruno Mineiro (Patrick, 39min do 1.º) e Tartá  Técnico: Leandro Niehues
Operário 2: Osmar; Lisa, João Renato, De Lazzari e Gilson; Dário, Serginho Paulista, Serginho Catarinense e Davi Ceará; Baiano (Rafael Leandro, 32min do 2.º) e Clênio (Dyego Souza, 31min do 2.º)  Técnico: Caçapa
Árbitro: Antônio Valdir dos Santos; Assistentes: Guilherme Roggembaum e Daniel Cotrim de Carvalho
Estádio: Arena da Baixada
Renda: R$ 82.575,00
Publico: 7.604 Pagantes
Gols: Baiano e Clênio pro Operário; Alan Bahia (2) e Patrick pro Atlético Paranaense











Paranavaí vence o Cascavel
Se enroscasse no Cascavel, o Paranavaí iria dispensar mais jogadores. Como venceu, volta a ter chances de conquistar calendário para a sequência do ano e, por isso, dá um tempo na política de enxugar a folha de pagamento. Com o 3 x 1 desta quarta-feira à noite, o ACP foi a 4 pontos e ocupa a 5.ª colocação. Em tese, pode chegar a 13 pontos, mas o cálculo do clube é de que se vencer dois jogos, dos três que terá pela frente, pode obter pelo menos vaga na Série D do Brasileiro deste ano.  Os próximos adversários do Paranavaí serão Atlético, Operário e Corinthians Paranaense, quando volta a atuar no Waldemiro Wagner. Em casa, o clube está invicto: disputou sete jogos, venceu seis e empatou um nesta temporada. Nesta quarta-feira, Danielzinho e Jean Carlos Mossoró asseguraram a vitória do ACP. Everson descontou para o Cascavel, que segue na lanterna do octogonal, somando apenas 1 ponto. A partir desta quinta-feira, a Serpente deve iniciar a dispensa de jogadores para reduzir as despesas.

Em Paranavaí, no Waldemiro Wagner.
Paranavaí 2: Rudi; Willians (Jean Carlos Mossoró), Alex Noronha e William Pomarola; Daniel Marques, Robenval, Mikimba e Rilber (Adriano) e Rogerinho; Danielzinho e Marcelo Peabiru (Didi)  Técnico: Itamar Bernardes
Cascavel 1: Veloso; Tininho, Ciro e Rondney; Rafael, Irineu, Gilberto, Bruno (Wellington) e Gílson; Everson (Tasa) e Mineiro (Vagner)  Técnico: Eloi Kruger
Árbitro: Cláudio Luiz Pacheco; Assistentes: Dirceu Elói Comim e Marcelo Pavan
Estádio: Waldemiro Wagner
Renda: R$ 2.410,00
Publico: 228 Pagantes
Gols: Danielzinho e Jean Carlos Mossoró pro Paranavaí; Everson pro Cascavel











Paraná vence o Corinthians Paranaense
A não ser que vá até as fases finais da Copa do Brasil, a temporada 2010 do Corinthians Paranaense termina dia 25 de abril, que é quando termina o estadual. Com a derrota por 3 x 1 para o Paraná Clube, nesta quarta-feira, na Vila Capanema, o Timãozinho não tem mais como conseguir calendário para disputar a Série D do Brasileiro ou a Copa do Brasil de 2011. Já o Tricolor, que desde domingo passado joga o campeonato apenas para cumprir tabela, agora tem mais três rodadas para encerrar sua participação na disputa e começar a se preparar para a Série B, que começa em maio. A torcida do Paraná, no entanto, já está em pré-temporada – apenas 748 pagantes foram à Vila Capanema.  Quem foi viu o Tricolor fazer 2 x 0 no 1.º tempo, com Diego Corrêa e Márcio Diogo. Na etapa final, Willian reduziu o placar para o Corinthians Paranaense, mas aos 39min Marcelo Toscano escreveu o resultado do jogo: 3 x 1. O Paraná, com 6 pontos, ocupa a 4.ª colocação. O Timãozinho é o 7.º colocado, com 1 ponto.

Em Curitiba, na Vila Capanema.
Paraná 3: Juninho; Alessandro Lopes, Edimar (Elvis, 13min do 2.º) e Luís Henrique; Jeferson, Chicão, João Paulo, Everton (Vinícius, 16min do 2.º) e Diego Corrêa; Márcio Diogo (Wellington Silva, 29min do 2.º) e Marcelo Toscano  Técnico: Marcelo Oliveira
Corinthians Paranaense 1: Colombo; Thiago Araújo, Elton, Leandro e Rodrigo Crasso (Oliveira, 13min do 2º); Neto, Ronaldo (Cícero, 4min do 1.º), Dill e Willian; Cristiano (Michel, 35min do 2.º) e Andrezinho  Técnico: Lio Evaristo
Árbitro: Fábio Filipus; Assistentes: Rogério de Oliveira Costa e Wesley Waldir Marmitt
Estádio: Vila Capanea
Renda: R$ 9.440,00
Publico: 748 Pagantes, Total 995
Gols: Willian pro Corinthians Paranaense; Diego Corrêa, Marcio Diogo e Marcelo Toscano pro Paraná











Coritiba vence o Iraty.
Antes de o Coritiba despachar o Iraty por 3 x 1, nesta quinta-feira à noite, era quase unânime de que seria um jogo difícil. Não foi. O Coxa mostrou seus diferenciais e construiu a vitória quando quis. Leia-se por diferenciais, Edson Bastos, Lucas Mendes, Marcos Paulo e Rafinha.  O quarteto foi decisivo para que o Coritiba reassumisse a liderança do octogonal, voltando a ficar 1 ponto na frente do rival Atlético: 14 a 13. Agora, antes da superdecisão que será o Atletiba do dia 18, o Coxa só precisa manter o ritmo e vencer o Operário domingo, a fim de ir com vantagem para o clássico. Existe até a hipótese de o Coritiba ser campeão no Atletiba. Basta que ele ganhe do Operário no domingo. Neste caso, independentemente do resultado de Atlético x ACP, sábado, se o Coxa vencer o clássico abre 4 pontos do rival e não poderá mais ser alcançado na última rodada do octogonal.  Mas para o técnico Ney Franco, conquistar o título vai requerer concentração até a última rodada. “Temos que estudar bastante o Operário. Espero enfrentar um adversário correndo muito contra a gente. Agora, todo jogo é uma decisão”, afirmou, garantindo que só vai pensar no Atlético na semana do Atletiba.  O Coritiba abriu o placar aos 35min do 1.º, através de Demerson, que acertou uma bela cabeçada. Na volta do 2.º tempo, aos 9min, o Iraty empatou. Eydson dividiu com Jeci, fez falta no zagueiro, a arbitragem deixou seguir Tavares recebeu a assistência apara fazer 1 x 1. Surpreendido, o Coxa foi à luta e desempatou com Marcos Aurélio, aos 29min, que pegou rebote da zaga do Iraty. Para sacramentar o placar, Rafinha fez o 3.º gol aos 44min. Geraldo tabelou com Rafinha, disparou pela direita e chutou no pé da trave. A bola sobrou para o Rafinha finalizar. Apesar da derrota, o Iraty segue como 3.º colocado, com 7 pontos, e no domingo recebe o Corinthians Paranaense para sustentar a posição.

Em Curitiba, no Couto Pereira.
Coritiba 3: Edson Bastos; Demerson, Jeci e Lucas Mendes (Dênis, 23 do 2º); Rodrigo Heffner, Leandro Donizete (Geraldo, 22 do 2º), Marcos Paulo, Rafinha (Enrico, 46 do 2º) e Renatinho; Marcos Aurélio e Ariel Nahuelpan  Técnico: Ney Franco
Iraty 1: Valter; Airton, Rogério, René e Marquinhos; Sílvio, Bruno, Arthur (Negretti, 26 do 2º) e Mauro (Juninho, 37 do 2º); Tavares (Carlos, 38 do 2º) e Eydison  Técnico: Gilberto Pereira
Árbitro: Jarbe Cassou; Assistentes: Adair Carlos Mondini e Wilson Aparecido Brito
Estádio: Couto Pereira
Renda: R$ 65.650,00
Publico: 5.604 Pagantes, Total 6.674
Gols: Demerson, Marcos Aurélio e Rafinha pro Coritiba, Tavares pro Iraty




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