sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Futebol Antes e Depois - Primeira Parte


Futebol Brasileiro - Antes e Depois

Antes até uns 25 anos atrás poderia se concordar em dizer que se sustentava e administrava time de futebol com o coração, com a arrecadação dos jogos nos tempos que todo jogo sempre apresentava um bom publico e com isso boas ou grandes arrecadações, isso aos grandes da 1º Divisão do futebol brasileiro, com venda de jogadores ou de patrocinadores (muitos), além da estrutura que em sua maioria era mal administrada e acabava levando os grandes ao rebaixamento ou mesmo a extinção como Fluminense rebaixado em 97 e chegou a disputar a 3º divisão e só retornou a primeira divisão graças ao convite da CBF para a disputa da Copa João Havelange em 2000, atualmente briga pelo titulo Brasileiro; Palmeiras e Botafogo rebaixados em 2002, tiveram que vencer a Série B 2003; Grêmio, rebaixado duas vezes sendo que na primeira em 1991, acabou recebendo uma ajuda da CBF que em 92 determinou o inchamento de mais 12 times, indo de 20 a 32 clubes  no ano de 93 (causando assim a não disputa da série B), e depois fazendo o dever de casa: rebaixado no ano do Centenário já com 101 anos de existencia em 2004, foi ter que subir em 2005 para voltar em 2006;  Coritiba que caiu em 2005, subiu em 2007 pra voltar em 2008 e ser rebaixado de novo em 2009, e agora tentando voltar em 2010; Atlético Mineiro rebaixado em 2005, voltou em 2006;  Corinthians rebaixado em 2007, voltou em 2008 dando a volta por cima e atualmente brigando pelo titulo de 2010; além do Vasco rebixado em 2008 no momento do fim da era Eurico Miranda e o inicio de Roberto Dinamite na presidência do clube, subiu em 2009 na série B e voltou em 2010 e está bem na primeira divisão. 
Na medida em que vinha chegando o FIM do tempo do futebol administrado pelo coração, tradição romantico e amor ao clube e a camisa, quando se ganhava com amor a camisa, esses tempos de glórias, o futebol empresa foi chegando e provocando  coisas boas e ruins, de um lado, o bom era que com criação da lei Pelé, muitos jogadores começaram a ter direito aos seus passes, quebrando uma espécie de ditadura esportiva na qual os clubes e seus dirigentes usavam a força de ser os donos dos passes de seus jogadores para segurarem de qualquer jeito, e com isso, os clubes eram dono dos passes de seus jogadores até os 25 anos além de se profissionalizarem com 18 anos de idade; já o lado ruim era que os empresários vendo que tantos jogadores brasileiros sendo  revelados cada vez mais tão cedo aos 17 ou 18 anos, diferente da época em que se profissionalizavam aos 20 anos; e sendo vendidos após alguns meses sendo artilheiros, ou no máximo sendo sustentado por seus clubes através de fortes patrocinadores e salários de numeros superiores a R$ 200 mil (Romário em 95, era o jogador mais bem pago e caro nesse tempo e ganhava esse padrão citado) e aproveitados ao máximo ficando até de 2 a 4 anos, começaram a se interessar ainda mais num tempo em que a Parmalat cuidava do Palmeiras, a Petrobrás durante 25 anos cuidando do Flamengo, isso tudo por que dirigentes europeus de grandes da Europa ficavam de olho e bastavam uma proposta e levavam. Daí depois dessa época da parmalat no Palmeiras e também no Juventude, muitos grupos empresariais liderados por grandes empresários começaram a formar parcerias com times, visando mais do que fortalecer os clubes, mas também serem donos em parte dos passes de seus jogadores e traserem jogadores empresariados aos grandes como oportunidade de vitrine, esperando que alguns europeus venham oferecer uma proposta desde pequena a irrecusável, e com isso tudo o futebol empresa que vem salvando e reerguendo clubes, vem também quebrando toda uma essência do futebol Brasileiro em si composta por tres caracteristicas: fora de campo, dentro de campo e tudo aquilo que o futebol brasileiro tinha de história, a primeira significa o fim do tempo em que os dirigentes em sua grande maioria tinham amor aos clubes, por outro lado a segunda significa o fim do tempo em que os jogadores jogavam por amor camisa, hoje em dia só é pelo dinheiro e visando uma oportunidade de ir a europa com a oportunidade de ganhar quem sabe milhões, não se tem mais aquele interesse ou sonho em jogar nos grandes times brasileiros, já o terceiro significa o fim das coisas que marcavam não só as partidas, mas como eram motivos de debates e discussão de opinião, como jogador ir comemorar o gol tirando a camisa, xingar o árbitro, fazer declarações fortes, fazer comemorações mandando uma mensagem escrita numa outra por baixo pra torcida homenageando a familia, dar um drible da vaca, um chapéu, fazer um gol de letra, estão muito mais os jogadores violentos e covardes diante de um talento, e se preocupando com a sua imagem de jogador, o futebol brasileiro está "ROBOTIZADO" nesses aspectos, por fim coisas da modernidade esportiva.
Um exemplo: 8 anos atrás um joguinho de equipe era inadmissível, muitos sempre na base da estratégia, todos os jornalistas criticavam, até a gota da água na etapa da Áustria, hoje se falam até em permitir, certamente quem viu as atitudes da Ferrari e Alonso com Massa ficam revoltados. 



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