Ginastica Ritimica
Toledo forma as ginastas do futuro
O Paraná abriga um dos principais centros de treinamento de ginástica rítmica do Brasil. Com capacidade para 60 atletas de alto rendimento, o projeto Sadia/Toledo/Sesi formou nos últimos 20 anos ginastas de ponta como Karen Piccinin, a única atleta das Américas a vencer o Gran Prix de Kalé, na França, e a Copa do Mundo de Portimão, em Portugal, dois dos maiores torneios da modalidade no mundo. Coordenado pela professora Anita Klemann, desde 1990, a sede do projeto é em Toledo, no Oeste do Estado, e passou por muita turbulência até se tornar um centro de excelência. Antes de acertar a parceria com a Sadia, em 1995, o grupo sofria com a falta de aparelhos e lugares para treinamento. ''Na época, Toledo não oferecia nenhum tipo de atividade para meninas entre 5 e 12 anos. Foi uma lacuna que preenchemos, pois os meninos tinham capoeira e o futsal. Com o tempo, o número de participantes aumentou e consequentemente a qualidade também'', analisa ela, que tem à disposição cerca de 1,5 mil meninas que treinam em 19 pólos de iniciação à ginástica rítmica espalhados por todos os bairros do município. Recentemente, ela esteve na Rússia acompanhando a ginasta Angélica Kvieczymski que é considerada a principal promessa paranaense de medalhas nos Jogos Olímpicos de 2012. Atual campeã sul-americana, a garota vive um dos melhores momentos da carreira, após conquistar seis medalhas de ouro este ano no Chile. Recentemente, esteve na Rússia disputando o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica. Aos 19 anos, Angélica observa que o Brasil cresce a cada ano no contexto mundial da GR. ''No individual precisamos melhorar, mas isso é de maneira gradativa. A melhor ginástica do mundo está na Rússia. Existe já há muitos anos e não dá para comparar com Toledo, onde tem há 20 anos'', analisa a brasileira que ficou em 52º lugar pelo individual, no Mundial. O próximo compromisso da ginasta toledana é conquistar uma vaga para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Se recuperando de uma lesão que comprometeu seu desempenho na Rússia, o objetivo é garantir uma vaga no Pan-Americano de 2011, na fase classificatória prevista para dezembro, em Guadalajara, no México.
Crescimento
O investimento do Sesi e da Sadia no projeto de ginástica rítmica é alto. Somando os dois parceiros, por ano é gasto cerca de R$ 1,4 milhão entre a manutenção dos pólos de formação de talentos e do alto rendimento, além de viagens com a equipe principal para torneios no Brasil e exterior. A Sadia arca com R$ 600 mil e tem na figura do ex-diretor da empresa, Pedrinho Furlan, o principal incentivador do projeto. Os outros R$ 800 mil são financiados pelo Sesi, que ainda fornece a sede do centro de treinamentos composta de estrutura completa, formada por salas de fisioterapia, aulas de ballet, acompanhamento de nutricionista e psicólogos. ''Como a ginástica preza muito pela beleza e estética é importante ter uma nutricionista. As aulas de ballet proporcionam limpeza nos movimentos, aquilo que chamam de graciosidade'', explica a professora. Segundo Anita, desde 1998 ginastas da Rússia, Bulgaria e Ucrânia já vieram conhecer e treinar com as brasileiras. ''Na véspera do Pan-Americano de 2003 e 2007 a seleção de Cuba se preparou aqui. Em 2007, foi a Bolívia e neste ano o Equador mandou atletas para treinarem aqui'', finaliza.
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