terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

7º Rodada do Campeonato Paranaense





Paraná perde em casa para o rival Atlético.
Aonde o Paraná Clube quer parar? Diante de um Atlético que clamava por tomar gols, desperdiçou a chance até de empatar. Resultado: perdeu por 1 x 0 o primeiro clássico da capital, nesta temporada 2010, e, mesmo com um jogo a menos, se vê em uma posição delicada na classificação. O Tricolor despencou para a 9.ª colocação. Já o Rubro-negro sustenta a vice-liderança, com 14 pontos. O que se previa aconteceu: o calor espantou a torcida e pouco mais de 5 mil torcedores foram à Vila Capanema. Quem estava no estádio viu o Paraná Clube começar melhor. O time marcava forte no meio-campo, não deixava Alan Bahia tomar conta do setor, mas essa superioridade não se converteu em gol. Então, prevaleceu a máxima “quem não faz, leva” e o Atlético abriu o placar aos 21min. Bola cruzada na área, Bruno Mineiro, sem marcação, nem subiu para cabecear no canto. Juninho voou atrasado e a bola foi morrer no fundo as redes. O gol rubro-negro mexeu com o plano tático e com os nervos do Tricolor. A equipe perdeu o ímpeto, mas o Atlético estava acomodado em campo e não forçou para ampliar o placar. Os times foram para a parada técnica e seguiram num ritmo ameno até o intervalo. No 2.º tempo, o técnico Marcelo Oliveira fez uma série de mudanças até a metade da etapa e o Paraná reencontrou-se. Passou apertar o Atlético e aos 29min ganhou a chance de empatar. Manoel deu uma de “mané” e chargeou Marcelo Toscano na área. Pênalti claro. Toscano de uma de “tosco” e mandou na trave. O lance escreveu mais uma vitória do Atlético na estatística do clássico e empurrou nuvens negras sobre a Vila Capanema. No final do jogo, caiu um toró. Seria o prenúncio do futuro tricolor na competição?
Em Curitiba, na Vila Capanema.

Paraná 0: Juninho; Chicão, Diego Correia e Alessandro Lopes (Marcelo); Murilo, Luiz Henrique Camargo, Edimar, Pará (Márcio Diogo), Elvis (Igor) e Guaru; Marcelo Toscano. Técnico: Marcelo Oliveira





Atlético Paranaense 1: Neto; Gerônimo, Manoel, Rhodolfo e Márcio Azevedo; Valencia, Alan Bahia, Chico e Netinho (Vanegas); Marcelo (Raul) e Bruno Mineiro (Serna). Técnico: Antônio Lopes 
Árbitro: Adriano Milczvski; Assistentes: Francisco Aurélio do Prado e Ricardo Vilar Neves
Estádio: Vila Capanema
Renda: R$ 109.165,00
Publico: 5.201 Pagantes, Total 6.123
Gols: Bruno Mineiro pro Atlético Paranense. 

Coritiba vence o Iraty.Jogo disputado sob temperatura na casa dos 30 graus, e que exigiu as paradas técnicas do árbitro, mesmo disputado à noite. Foi neste cenário, de “um sol para cada um”, que o Coritiba igualou os recordes de 1976 e 2003 de vitórias consecutivas – sete. A marca veio através da vitória por 3 x 1 sobre o Iraty. A partida em Paranaguá, no Gigante do Itiberê, também estabeleceu um recorde negativo para o Coxa. Desde a Série B de 1990, em jogos como mandante, o alviverde não atraía um púbico tão pequeno. Só 1.878 pagaram ingresso para ver a partida no litoral paranaense. Mas quem foi viu um bom jogo. O Iraty bem que tentou complicar as ações do Coritiba no 1.º tempo – inclusive acertou uma bola na trave quando estava 0 x 0 -, mas prevaleceu o bom conjunto alviverde, que abriu o placar aos 40min. Marcos Aurélio cobrou falta e Pereira desviou de cabeça para o gol. Com a retranca do Azulão perfurada, o 2.º tempo foi totalmente diferente do 1.º. O Iraty se abriu e o Coritiba, com menos de 10min, já vencia por 2 x 0. O autor do 2.º gol foi Marcos Aurélio. Aos 16min, Rafinha perdeu aquele que seria outro golaço. Ele recebeu passe, driblou quatro adversários, mas na hora de finalizar mandou para fora. A partir deste lance, o Iraty voltou a se fechar novamente, para evitar uma goleada. As ações do Coxa foram dificultadas e o Azulão achou seu gol aos 42min, com Willian Dagol. O 2 x 1 animou o Iraty, que se mandou ao ataque para tentar o empate. Com mais espaço, o Coxa chegou ao terceiro gol, aos 45min. Marcos Aurélio cobrou falta e fez 3 x 1. Antes do apito final, o meio-campista Rafinha foi expulso e desfalca o Coritiba contra o Paranavaí, dia 17.
Em Paranaguá, no Caranguejão.













Coritiba 3: Jeci, Leandro Donizete, Fabinho (Fabinho Capixaba), Lucas Mendes, Pereira (Luciano Amaral), Marcos Paulo, Renatinho, Enrico (Ramon), Rafinha, Marcos Aurélio e Edson Bastos. Técnico: Ney Franco



Iraty 1: Walter, Ayrton, Rogério, Renê, Diogo (Mauro), Iotti (Willian Dagol), Sílvio (Arthur), Bruno, Eydison, Ceará e Wanderson. Técnico: Gilberto Pereira
Árbitro:Antonio Denival de Morais; Assistentes: Marcos Rogério da Silva e César da Silva Nogueira
Estádio: Caranguejão
Renda: R$ 31.215,00
Publico: 1.878 Pagantes, Total 2.312
Gols: Pereira e Marcos Aurélio (2) pro Coritiba; Willian Dagol pro Iraty. 

Serrano vence o Nacional e tenta escapar da degola.o Newton Agibert, em Prudentópolis, o Serrano entregou a penúltima colocação do campeonato para o Nacional. O time do técnico Ricardo Pinto venceu o NAC por 1 x 0, neste domingo, e embolou a classificação na parte debaixo da classificação. O 1.º tempo foi um jogo de poucas emoções. O Serrano teve mais domínio da bola, mas não conseguiu chegar com perigo ao gol do Nacional. Nos lances em que concluiu, o time de Prudentópolis exigiu que o goleiro Camilo realizasse defesas por intuição. O sol estava batendo direto no gol defendido por ele. No intervalo técnico, Ricardo Pinto começou a acertar o Serrano, pedindo que a equipe explorasse mais as bolas paradas. O Serrano terminou o 1.º tempo em cima do Nacional e voltou na etapa final no mesmo ritmo. O gol não demorou a sair. Tiago Bocão venceu a zaga na força e a bola sobrou para Renaldo finalizar no canto, aos 3 minutos. Depois disso o Nacional acordou para o jogo e foi para cima. Daí quem se destacou foi o goleiro Val. O Serrano só equilibrou as ações a partir da metade do 2.º tempo, quando Chulapa entrou no lugar de Tiaguinho e reforçou a marcação no meio-campo. O Nacional ficou sem espaço para contra-atacar e recuou para preservar a derrota de 1 x 0 e não se complicar ainda mais na classificação. Os dois times seguem na ZR. O Serrano foi a 7 pontos e ocupa a 12.ª posição. O Nacional, com 5 pontos, é o 13.º colocado.
Em Prudentópolis no Newton Agibert.


Serrano 1: Val; Hugo, Jonathan e Mário; Bruno, Joel (Washington), Tiago Bocão, Massai e Anderson Paraná; Renaldo (Thiago Melo) e Tiaguinho (Chulapa). Técnico: Ricardo Pinto



Nacional 0: Camilo; Maicon, Erico, Diego e Bruno; Ueliton (Conceição), Luizinho (Paraíba), Flávio e Tiago; Márcio e Rodrigo (Samuel). Técnico: Claudemir Sturion
Árbitro: Ricardo de Lima Legnani; Assistentes: Arquimedes Restelato da Silva e Marcelo Pavan
Estádio: Newton Agibert
Renda: R$ 8.580,00
Publico: 562 Pagantes, Total 593
Gols: Renaldo pro Serrano.

Toledo não segurou a blitz do Itamar e perde em casa.A partir desta segunda-feira, o Campeonato Paranaense terá uma pausa de 10 dias. O Toledo vai usar o período para reavaliar o elenco e, provavelmente, trocar o técnico. O clube do oeste planejava uma classificação fácil para a 2.ª fase, mas está ameaçado de rebaixamento. Principalmente depois deste domingo, quando perdeu em casa para o ACP, por 3 x 1. Na contramão do Toledo, o Paranavaí pode dizer que encaminhou a classificação com a vitória. Foi a 13 pontos, assumiu o 3.º lugar e é o melhor time do interior. Na cidade do Noroeste, os mais otimistas já sonham com campanhas iguais às de 2003 e 2007, quando o clube foi vice-campeão e campeão estadual. No jogo deste domingo, a equipe do técnico Itamar Bernardes mostrou ser um adversário de respeito. Jogou no erro do Toledo e aos 27min do 1.º tempo já vencia por 1 x 0. Robenval fez o gol. Na etapa final, aos 9min, Carlos Lima ampliou e o Toledo tentou uma reforma rápida no time, que quase deu certo. Ferraz, que havia entrado no intervalo, fez 2 x 1. Minutos depois, um pênalti para o Toledo. Seria a chance do empate, mas Leandro Bocão bateu para fora. O desperdício foi como um ducha de água fria na equipe local. Sem ter nada a ver com isso, Rilber foi lá e, aos 49min, sacramentou a vitória do ACP: 3 x 1.
Em Toledo, no 14 de Dezembro.

Toledo 1: Gottardi; Rodrigo, Glauco e Edson Mendes (Bill, 11min do 2.º); Jean, Márcio Reis, Vasconcellos, Luizão (Ferraz, no intervalo) e Alemão; Leandro Bocão e Andrade (Jessé, 16min do 2.º)
Técnico: Agenor Picinin



Paranavaí 3: Vilson, Daniel Marques, Alex Noronha, Robenval, William Pomarola e Rogerinho (Jean Carlos, no intervalo); Carlos Lima, Mikimba e Rilber; Danielzinho (Marcelo Peabiru, 14min do 2.º) e Duda
Técnico: Itamar Bernardes
Árbitro: Maurício Batista dos Santos; Assistentes: Fábio Gazarini Silva e João Marcelo de Souza.
Estádio: 14 de Dezembro
Renda: R$ 15.430,00
Publico: 1.190 Pagantes
Gols: Ferraz pro Toledo, Robenval, Riber e Carlos Lima pro Paranavaí

Nem o Corinthians Paranaense escapou do "abraço" da Serpente e perdeu.O técnico Eloi Kruger começa a se credenciar ao troféu de treinador revelação do Campeonato Paranaense. Apesar de ser rodada, é a primeira vez que ele atua no Estado e mostra ser especialista em “nós táticos”. Foi assim no 0 x 0 contra o Atlético e neste domingo, quando engoliu Lio Evaristo. Resultado: Cascavel 3 x 1 Corinthians Paranaense. A Serpente abriu o placar aos 10min, com Irineu. A defesa do Corinthians falhou e o meio-campista apareceu nas costas da marcação, bateu cruzado e fez 1 x 0. O Cascavel bem que tentou fazer o segundo gol, mas desperdiçou oportunidades e permitiu que o adversário gostasse do jogo a partir dos 30min. Resultado: o Timãozinho empatou aos 40min, depois que Cícero enfiou a bola e encontro André livre. Ele tocou na saída do goleiro e fez 1 x 1. No 2.º tempo, Eloi Kruger entrou em ação e detectou as fragilidades do Corinthians. Ele determinou que seu obediente time jogasse nos erros do adversário e aos 28min começou a colher os frutos. Uerverson, que havia entrado no intervalo e desestruturou a marcação do Timãozinho, cobrou falta na cabeça de Rodrigo, que fez 2 x 1 para o Cascavel. Em desvantagem, o Corinthians adotou a tática “perdido por um, perdido por mil” e se lançou ao ataque. Acabou castigado aos 41min, quando Canela fez 3 x 1. A jogada foi bonita. Houve uma troca de passes entre Kim, Sidiclei e Vagner, que cruzou para Canela definir o placar e mostrar que em região onde há gaúchos Corinthians não se cria. O Cascavel praticamente encaminha a classificação, indo a 11 e ocupando o 4.º lugar, enquanto o Corinthians despencou na tabela, mantendo-se com 11 pontos, na 5.ª posição.
Em Cascavel, no Olímpico Regional.


Cascavel 3:Veloso; Rafael (Vagner, no intervalo), Ciro, Rodrigo e Gílson; Mineiro (Canela, 27min do 2.º) Gilberto (Ueverson, no intervalo), Sidiclei e Irineu; Bruno e Rodrigo. Técnico: Eloi Kruger




Corinthians Paranaense 1:Ari; Thiago Araújo, Neto, Elton, Rodrigo Crasso; Paulinho, Cícero, Willian e Ronaldo (Max); Bruno Batata e André (Oliveira). Técnico: Lio Evaristo
Árbitro:Sandro Schmidt; Assistentes: Wesley Gomes da Silva e Celso Galvan
Estádio: Olímpico Regional
Renda: R$ 26.520,00
Publico: 1.938 Pagantes
Gols: Cícero proCorinthians Paranaense; Irineu, Rodrigo e Canela pro Nacional

Fantasma espanta crise, volta ao grupo dos 8 e põe Engenheiro Beltrão na UTI.A torcida do Operário, ressabiada com a série de quatro derrotas seguidas, não compareceu no número esperado ao Germano Kruger. Foram menos de 3 mil pagantes que viram o Fantasma espantar a crise e voltar ao G8 do estadual. Com o 3 x 0, o Engenheiro Beltrão segue sem vencer, está na UTI e foi entubado. O técnico Norberto Lemos modificou a equipe, em relação à eque vinha atuando, e parece ter acertado a mão. O meio-campista Marcelinho estreou no time e deu uma nova cara ao setor. Da mesma forma, o atacante França. Renovado, o Operário abriu o placar aos 32min da etapa inicial. Leonardo aproveitou cruzamento e fez 1 x 0. O gol saiu logo após a volta da parada técnica. No 2.º tempo, Marcelinho, que vinha sendo o melhor jogador do Fantasma, foi premiado com um gol. Ele até chutou fraco, mas o goleiro Francis aceitou: 2 x 0 Operário. Em seguida, o Engenheiro descontrolou-se e Alysson foi expulso. Com um jogador a menos, o time do técnico estreante Cláudio Roberto nada mais pode fazer em campo senão aguardar sair o 3.º gol do Operário. E ele veio aos 31min, quando Douglas aproveitou rebote na trave, agachou-se e, de cabeça, sacramentou o placar: 3 x 0. O Operário foi para a 8.ª colocação, com 9 pontos, e o Engenheiro Beltrão segue na lanterna, com um ponto só.
Em Ponta Grossa, no Germano Kruger.

Operário 3: Osmar; Leonardo, Flamarion e João Renato; Lisa, Serginho Paulista, Serginho Catarinense, Marcelinho e Digão; Dyego Souza (Douglas) e França (Ceará). Técnico: Norberto Lemos




Engenheiro Beltrão 0: Francis; Rulivan (Baiano) , Leonardo (Fabinho), Douglas e Wellington; Alysson, Gaúcho, Jeferson e Macula; Safira e Tiago Silva. Técnico: Cláudio Roberto
Árbitro: Emerson da Silva; Assistentes: Márcio Lopes Guerra e Alexandre Cavalcanti de Souza.
Estádio: Germano Kruger
Renda: R$ 44.405,00
Publico: 2.696 Pagantes, Total 2.874
Gols: Leonardo, Marcelinho e Douglas pro Operário

No confronto dos Leões, Leão da estradinha rugiu mais alto e afundou o Leão do vale do ivaí.Quatro clubes já trocaram de técnico no Campeonato Paranaense: Serrano, Rio Branco, Engenheiro Beltrão e Nacional. Agora, mais um clube ameaça engrossar a ciranda de treinadores. É o Cianorte, que voltou a perder no campeonato e entrou na ZR. Assim, Luiz Carlos Winck está ameaçado no cargo. E a derrota foi para um time que estreava técnico. Adílson Pelezinho começou com o pé direito no Rio Branco e ganhou por 2 x 1. Os gols saíram no 1.º tempo. Com a escalação bem modificada, em relação à que Nilo Neves vinha levando a campo, o Leão da Estradinha tomou a iniciativa do jogo e aos 27min abriu o placar. Vinícius fez boa jogada individual, enganou a zaga do Cianorte, bateu no canto e fez 1 x 0. Quatro minutos depois, o Cianorte reagiu e empatou. Kena aproveitou um bate-roupa do goleiro Alexandre e definiu 1 x 1. Aos 40min, Renan Meduna chutou forte em direção ao gol, Raí deu rebote e Vinícius apareceu para fazer 2 x 1 para o Rio Branco. A partir deste lance, o calor passou a prejudicar a partida. Os jogadores diminuíram o ritmo e houve até problemas de lesões em campo. No 2.º tempo, dois jogadores do Cianorte passaram apenas a fazer figuração em campo, pois o técnico Luiz Carlos Winck já havia feito três substituições e não tinha como trocá-los. Vinícius e Vagner Rosa sentiram a alta temperatura e praticamente deixaram o jogo no 9 contra 11. Porém, o Rio Branco, sem ser ameaçado, preferiu se poupar em vez de buscar uma goleada, garantindo 3 pontos a mais. O Leão da Estradinha subiu para a 7.ª colocação, com 10 pontos, e o Leão do Vale caiu para 11.º, com 7 pontos.
Em Paranaguá, no Caranguejão.

Rio Branco 2: Alexandre; Marquinho, Alisson e Carlinhos; Ives, Baiano (Júnior), Nelsinho, Ioiô (Juninho) e Vinícius; Ratinho (Nick) e Renan Meduna
Técnico: Adílson Pelezinho




Cianorte 1: Rai; Brinner, Márcio Nunes e Catatau; Vagner Rosa, Jean (Vinicius) Leandro, Flavinho e Kena; Tico Mineiro (Joiner) e Rincon (Amaral). Técnico: Luiz Carlos Winck
Árbitro: Cláudio Luiz Pacheco; Assistentes: Daniel Cotrim de Carvalho e Renata Paula Guimarães.
Estádio: Caranguejão.
Renda: R$ 4.535,00
Publico: 277 Pagantes
Gols: Vinicius (2) pro Rio Branco; e Kena pro Cianorte.
















































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